terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

A.C. Picon - Fotógrafo

“Dando seqüência na divulgação dos novos talentos da fotografia de skate, veremos a estória de A.C.Picon. Já conhecido no meio da bike BMX, há pouco tempo começou a se dedicar a fotografia de skate. Há muitos anos fotografando BMX, com certeza trará toda a bagagem adquirida para registrar nosso esporte.

Glenda Koslowski e A.C. Picon - Foto: Juca "Favela"

Mais uma vez um fotógrafo acredita em meu trabalho e gentilmente redigi um texto nos contando a sua trajetória, e eu agradeço a você pela confiança”.

Fernando Arata
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Olá Internautas, meu nome é André Christofolini Picon, fotógrafo, “A.C.Picon”.

Vou tentar abreviar aqui o meu caminho na fotografia de sk8, coisa que comecei a fazer há três meses, mesmo tempo que tenho a minha primeira máquina digital. Calma, vocês vão entender melhor.

Tenho 28 anos, comecei a fotografar BMX em 1994. Tudo começou quando eu assistia TV em casa e lá vi a primeira imagem sobre bike BMX, que era de um cara fazendo manobras de freestyle. Ele era um gringo, daí a coisa entrou na minha vida como que instantaneamente, depois desse dia eu passei a respirar BMX.

Revista Bike Action - Foto: A.C. Picon

Procurei me informar sobre o esporte em uma bicicletaria, por sinal, do Mazzaron, campeão várias vezes de MTB Brasileiro (Moutain Bike), que ficava perto de casa. Perguntei para o rapaz que trabalhava lá como mecânico se havia algum lugar ou escolinha que ensinasse a fazer manobras com bike aro 20“, ele riu e disse: “Não, isso não tem, você tem que aprender na raça”. Então ele me passou um endereço de uma pessoa que conhecia e que morava no mesmo condomínio que ele, disse-me para procurar esse cara e falar que eu queria começar a andar de bike BMX.

Biker - Foto: A.C. Picon

Esse cara que ele me indicou era o Juca Favela, um biker dos mais respeitados na cena BMX. Hoje o Juca mora na Califórnia.
Procurei o Favela, isso era por volta de 1993/94. Eu tinha 15 anos de idade e uma bike Caloi bem “boketa”, acho que era extra light, “mili duke” a bike. Quando o Juca Favela viu a minha bike ele já começou a fazer mudanças nela, com peças que estavam sobrando na casa dele, pra deixar a magrela mais BMX Style.

Reginaldo Pedro - Foto: A.C. Picon

Então comecei a ir com ele em todo lugar que ele ia andar, se apresentar, fazer matérias para revistas, campeonatos, shows onde aconteciam apresentações de bike, pistas espalhadas pelas cidades, inclusive cidades distantes, do interior. Andamos muitos anos juntos, colados, e em todo lugar que íamos eu levava a máquina de fotografias da minha mãe e registrava ele e outros atletas, pois eu ficava fascinado com tudo aquilo que eles faziam. E sempre depois que eu revelava os filmes, o pessoal que via elogiava muito minhas fotos. Bem, daí fui conhecendo o pessoal todo da cena BMX, e entre outros contatos, pra todo lugar que eu ia eu levava a máquina, (máquina essa que era da minha mãe, tinha apenas o botão disparador e um flash embutido), coisa muito simples a máquina.

Reginaldo Pedro - Foto: A.C. Picon

Depois de muito aprender sobre BMX e também a andar razoavelmente bem com os ensinamentos do Juca, eu acabei indo viajar, com amigos da minha rua, para os Estados Unidos, Califórnia. Era 1998 e por lá fiquei um ano, morando e trabalhando. Por lá comprei minha primeira máquina (analógica) amadora, mas já bem melhor que a máquina da minha mãe, com a qual fiz muitas imagens desde que comecei a fotografar.

New Port Center, Califórnia - Foto: A.C. Picon

Califórnia - Foto: A.C. Picon

E então eu só sabia colocar no automático e apertar o botão, mas claro que no simples apertar do botão, por trás eu já tinha uma visão de enquadramento, ângulo, “moment” da manobra e entendimento sobre o assunto que eu fotografava. Isso é essencial para uma boa comunicação com o público que entende do assunto fotografado e até para quem não entende nada, pois mostrar uma coisa em imagem em sua exata forma real e bem captada é a alma da fotografia de Esportes Radicais.

Evandro "Índio" - Foto: A.C. Picon

Na Califórnia eu fiz a maioria das imagens que estão em:

www.flickr.com/photos/acpicon/

São fotos de um evento, o Panasonic Shock Wave, e outro da Vans. Todas as imagens fiz sem conhecer os recursos oferecidos pela minha mais nova máquina fotográfica (analógica – filme). Voltando ao Brasil, no início de 1999, fui fazer um curso de fotografia (básico e avançado) em uma escola de artes, a ABRA (Academia Brasileira de Artes), onde fiz os dois completos e depois ainda consegui emprego lá mesmo, como assistente dos professores do Curso. Minha professora, excelente Beth Barone, me passou muitos conhecimentos técnicos que aprimorei para chegar a aplicá-los a fotografia EXTREME.

Latin Americam X-Games Brasil - Foto: A.C. Picon

Latin American X-Games Brasil - Foto: A.C. Picon

Evento Vans, Califórnia - E.U.A. - Foto: A.C. Picon

Evento Vans, Califórnia - E.U.A. - Foto: A.C. Picon

Depois de um ano na ABRA e ainda andando de bike BMX com o Juca, fui fazendo mais e mais imagens, e o pessoal gostando cada vez mais. As imagens não me davam dinheiro, mas me davam muito reconhecimento no meio BMX. Aqui no Brasil paga-se muito mal os poucos fotógrafos especializados no sk8 e na bike BMX. Na bike não conheço mais do que seis fotógrafos de BMX, e eles também não sobrevivem com fotos de bike, todos fazem outras coisas pra ganhar a vida, que é meu caso também. No sk8 creio que não seja diferente.

Os empresários tinham que abrir o olho e ver que tem um seleto grupo de fotógrafos de sk8 e de BMX que são feras e têm equipamento adequado, e deveriam pagar muito bem por isso, pois estes poucos fotógrafos (especializados) em Extreme Esportes além de terem amor pelo esporte, também têm amor pela fotografia, que é uma arte. E as fotos deles têm nível internacional. Quem vê revista “gringa” sabe do que eu estou falando, digo, o estilo das imagens.
E isso lá fora gera muita visibilidade e renome para a marca que anuncia com fotos de caras especializados em captá-las, e esses fotógrafos ganham bem.

Mas Brasil sabe como é, né?

Bem, depois de uns 3 aninhos com minha máquina amadora, comprei uma TOP da Canon, a primeira também era Canon, e essa nova também era analógica.
Com essa fiz muitas imagens já com um bom conhecimento do equipamento, mas ainda sim muitas dúvidas, pois você tinha que testar coisas e funções e depois esperar a revelação para ver o resultado e depois corrigir um erro. Era uma agonia só, uma expectativa para acabar o rolo de filme para poder ver o resultado e poder fazer melhor no próximo rolo.
Gastei muitos filmes, mas, Graças a Deus, a maioria saiu como eu queria. Com essa nova máquina eu usava também um flash manual METZ, esse é pró, uso ele até hoje.
Esse tipo de flash não trabalha TTL com a máquina (TTL quer dizer Thrue The Lens, ou seja, o flash e a máquina comunicam-se e entendem-se para uma carga exata na hora do disparo), isso só se conseguiria com um flash da mesma marca da minha máquina, coisa que até hoje não tenho, aprendi do jeito mais difícil e isso foi ótimo pra mim.

Hahaha...não sou bom em resumir estórias.

Vamos lá, então, depois de anos também com essa máquina, que faz até 10 fotos por segundo, vim a comprar minha primeira máquina digital há pouco mais de três meses, é, só agora eu peguei uma digital, aahhhhh, agora segura, né!

Fotógrafo A.C. Picon - Foto: Fernando Arata

É aqui que entra a fotografia de skate, pois agora, sem o custo do filme e da revelação, que era a causa de eu não fotografar outras modalidades de esportes de rodas, isso acabou. Agora é só clicar e passar para o computador, então me iniciei na foto de skate e in-line.

www.flickr.com/photos/extremephoto/


Bob Burnquist, 2000 - Foto: A.C. Picon

Lécio - Foto: A.C. Picon

Ahh, sim, o Juca Favela já está fora do país há uns cinco anos, mas por causa dele foi que eu fiz muitos amigos e muitos contatos no meio da bike BMX e até do sk8.
Já fotografei X-Games e já trabalhei para uma revista de Bike brasileira, só que é aquela coisa, não valorizam nosso trabalho especializado, e esse tipo de fotografia não é qualquer um que faz. Equipamento certo com objetiva certa também é um diferencial que poucos conhecem e sabem operar.

Raul - Foto: A.C. Picon

Maurício Moreira - Foto: A.C. Picon

Eu tenho um sonho, uma meta, que é sobreviver de trabalhos relacionados à fotografia de BMX, SK8 e IN-LINE, pois esse mundo das rodinhas, Esportes Radicais, me fascina, em especial BMX, hehe! Até hoje tenho feito por paixão, pois dinheiro obtive muito, muito pouco. As coisas melhoraram, mas muito pouco em relação a ganhar dinheiro com essas imagens de radicais, porém, tenho fé de que um dia (espero que logo) a coisa melhore, que as mídias impressas dos segmentos em questão valorizem seu profissional de fotografia. Vamos ver agora nesse ano de 2008, em abril, com a edição dos X-GAMES BRASIL, espero que o Brasil acorde e o setor cresça e nos valorize, profissionais especializados em esportes radicais.

Sandro Dias - Foto: A.C. Picon

Maurício Moreira - Foto: A.C. Picon

Possuo milhares de imagens que não dá pra colocar na net, por serem muitas, pois em mais de 10 anos de fotografia renderam-me muitas imagens, amigos, contatos, e experiência no assunto. Ah, e alguns invejosos.
Pra finalizar, eu também possuo muitas fotos de celebridades - da TV, música e dos esportes -, desfiles de moda e natureza, tudo que gosto muito.
Mas a minha “praia” é mesmo BMX, espero que gostem das minhas recentes e poucas imagens de sk8, pois eu nunca tive essa de rivalidade entre bike, sk8 e roller. Pra mim somos todos amigos e batalhadores, lutando pelo nosso lugar ao Sol.

Fernanda Lima - Evandro "Índio" e Sérgio "Negão" - Fotos: A.C. Picon





























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Renata Falzoni e Juca "Favela" - Foto: A.C. Picon

Agradeço a Deus e a minha família, a Renata Falzoni e ao Juca Favela, e todos envolvidos com esportes de rodinhas, continuem praticando que estaremos sempre clicando.



Também ao Fernando Arata, pela oportunidade.



A.C.Picon – Pró Extreme Pictures.
Tel 11-7616-5169
a.c.picon@hotmail.com
www.flickr.com/photos/extremephoto/
www.flickr.com/photos/acpicon/



Deus é Fiel.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Skate em Foco – Primeiro aniversário!

Hoje, 22/02/2008, o Blog Skate em Foco está completando seu primeiro ano de vida.

Mas o que significa isso. Se falarmos em estatísticas, seriam X matérias, X divulgações de eventos, X coberturas de eventos, X entrevistas, etc...

Para mim, em minha humilde opinião, não devemos classificar sua importância através dos números, e sim através de sua importância como mídia na divulgação do esporte e, com isso, conseqüentemente em seu desenvolvimento.

Hoje, sem sombra de dúvida, o Skate em Foco é referência quando se quer obter informações sobre o skate no Estado de Santa Catarina, e isso é fruto do trabalho do skatista tubaronense Fernando Faísca Rosa, a quem irei entrevistar para sabermos se algo novo está por vir, e sua opinião sobre esse um ano que passou.

Fernando Faísca - na redação do SkateemFoco

Fernando Arata: Faísca, de onde e de quem veio a idéia da criação do Blog?

Fernando Faísca: Eu já tinha o costume de acessar blog’s. Como sou formado em Comunicação Social, desde a faculdade, estava lapidando e construindo conceitos próprios sobre as formas de mídias alternativas. Era algo que me chamava à atenção, pois se tratava de um meio de expressão livre de qualquer proibição. Nessa época eu estava um pouco distante do skate, pois aqui em Tubarão, meus colegas de sessão haviam abandonado o skate e estava surgindo uma nova geração. Meus compromissos diários eram apenas serviço e família. Nesse período eu tive a oportunidade de ter contato com a fotografia, pois eu trabalho como diagramador e editor de arte de um jornal aqui de minha cidade. Um dia resolvi fazer algumas fotos da nova geração do skate aqui da cidade e fui bem aceito, pois a maioria já me conhecia dos tempos que eu andava de skate aqui em Tubarão. Deste contato com a fotografia eu tive a oportunidade de comprar uma Câmera Digital SLR e comecei a fotografar os skatistas daqui. Através do incentivo da rapaziada eu voltei a embalar o carrinho novamente e surgiu a idéia do blog, que unia as minhas paixões: o skate, a fotografia que era novidade e a minha profissão de comunicador. Foi assim que surgiu o SkateemFoco, que hoje, dedico um tempo de minha rotina diária ao blog. Tive a sorte também de ter o apoio dos skatistas aqui da região, que viram no SkateemFoco um forma de divulgação do esporte, já que a mídia tende, por razões racionais e financeiras, apresentar apenas o skate dos grandes pólos.

Fernando Faísca - Foto: Deivis Vieira


Fernando Arata: Qual era a sua experiência na divulgação do esporte, e também nas ferramentas da internet para criação de um Blog? Quais foram as dificuldades iniciais?

Fernando Faísca: Minha experiência com divulgação do esporte era nenhuma. Apenas tinha o conhecimento do skate e de algumas técnicas de design, que acredito eu, me ajudaram demais a dar crédito ao blog. No começo eu tive bastante dificuldade com as ferramentas da internet, mas quando você faz algo com dedicação, acaba superando as barreiras.

Fernando Faísca - Foto: Roberto de Souza


Fernando Arata: No início, seu objetivo era o desenvolvimento do esporte em sua Terra Natal (Tubarão/SC), mas desde que acompanho o Blog eu dizia que se tornaria referência do skate no Estado, você imaginava isso? Você considera que reúne grande parte de tudo que acontece no Estado?

Fernando Faísca: Então, é até engraçado. Meu foco era o skate daqui de Tubarão. Mas acabei visualizando, com ajuda de você também, que nosso Estado era uma grande fonte de informação, além de ser apaixonado por Santa Catarina e por presenciar poucas formas de divulgação do esporte daqui, principalmente quando comecei a andar de skate, em meados de 1996. Nosso Estado sempre foi rico em talentos, mas pouco valorizado fora dele, isso é algo que não entra na cabeça de alguém que valoriza tanto suas raízes. Vou lutar pela divulgação do Skate do Sul, esse é o meu foco hoje.

Rodrigo Nazário - Foto: Fernando Faísca


Fernando Arata: Fotografia, você começou com a necessidade do Blog?

Fernando Faísca: Como expliquei antes, a fotografia que me levou a criar o blog. Infelizmente hoje, para comprar o material para fotografar você gasta muito dinheiro e não tem um retorno do investimento. Além de você ter que aprender sozinho, pois é difícil você encontrar alguém que troque informação de fotografia de skate, com raras exceções. Mas não ligo muito para isso, devagar vou conquistando meu espaço e não tenho grandes sonhos de ser fotógrafo profissional de skate, ou ter fotografias em revista, pois acredito que é necessário ter muita experiência e conhecer muitos contatos para isso se tornar uma realidade, principalmente para quem está começando hoje. Isso torna um sonho ter minha própria mídia, mas é preciso trabalhar muito, mostrando aos poucos meu trabalho para as pessoas, não sendo algo que acontece de um dia para o outro. Por enquanto vou fazendo aquilo que eu gosto, andando de skate, curtindo minha família e levando uma minha vida normal.

Ari Neto - Foto: Fernando Faísca

Salvio Sandrini - Foto: Fernando Faísca


Fernando Arata: Em algum momento você pensou em desistir? Por algum motivo específico ou por falta de motivação?

Fernando Faísca: É difícil as pessoas reconhecerem teu serviço. Não posso dizer que não tenho apoio das pessoas aqui do meu Estado, pois muita gente acredita no SkateemFoco. Acho que eles conseguem perceber que é algo nosso, que terão sempre espaço, indiferente de patrocínio ou “jabá”. Mas fora do Estado é difícil receber motivação, mas sempre têm as exceções. Felizmente sou um cara de sorte, tenho apoio de pessoas importante para mim que são os meus amigos e principalmente de minha família. Decepções, críticas e desilusões todo mundo têm, mas acredito que nos servem como lição para errar menos e erguer a cabeça para tocar o barco a frente, sempre caminhando, isso que importa.

Raniere Rodrigues - Foto: Fernando Faísca

Geléia - Foto: Fernando Faísca


Fernando Arata: Faz pra gente uma retrospectiva desse ano que passou?

Fernando Faísca: Consegui conferir muita coisa de perto e divulgar bastante o esporte aqui da região. Realizei alguns sonhos, como ver uma etapa do vertical profissional de perto, como o Skate Balneário Camboriú Xtreme, participando do evento como imprensa e tendo acesso aos atletas, vendo os caras que eu sempre acompanhei apenas pelas revistas. Mas teve muita coisa que aconteceu aqui no Estado que não pude comparecer. Teve alguns campeonatos que por falta de ajuda financeira, não foi possível fazer a cobertura e fotos. Mas de uma maneira geral, foi muito bom e prazeroso. Aprendi bastante esse ano que passou e me serviu para me amarrar ainda mais no blog e no skate. É engraçado porque nem sempre tenho tempo para dedicar ao blog, mas acordo respirando skate. Transformei-me num leitor assíduo de revista e um frequentador constante de sites de skate. Sinceramente, fazia alguns anos da minha vida que eu não me sentia tão bem comigo mesmo. Fiquei longe do skate por um tempo e vi o quanto eu perdi, meus amigos hoje, todos tem relação com o skate, graças ao SkateemFoco.

Roberto de Souza - Foto: Fernando Faísca

Gustavo "Guga" - Foto: Fernando Faísca


Fernando Arata: E agora para 2008, podemos esperar novidades?

Fernando Faísca: As novidades surgem de um dia para o outro, sem muita programação. Não fiz meu calendário ainda para esse 2008, mas tenho certeza que vai ser melhor do que passou. Quero estar presente em todos os campeonatos e tudo que estiver relacionado ao esporte aqui em Santa Catarina. Vamos trabalhar para divulgar o skate daqui.

Fábio Castilho em Tubarão - Foto: Fernando Faísca

Fábio Castilho em Tubarão - Foto: Fernando Faísca


Fernando Arata: Além do Blog, você mantêm outros projetos relacionados ao esporte, como por exemplo, a ATSB (Associação Tubaronense de Skate). Conte-nos por que a associação foi criada, quais já foram as suas conquistas e qual é o objetivo para 2008?

Fernando Faísca: Tudo que surgiu relacionado ao skate aqui da minha cidade, nesses últimos tempos, o SkateemFoco está envolvido. Nunca o skate daqui esteve tão presente nas mídias locais, sempre quando tem algum campeonato eu bombardeio as mídias com releases e sempre sai alguma coisa. Temos até um jornal local, o OEsporte que divulga os skatistas daqui semanalmente. Pode perguntar para alguém que andava de skate a 3 anos atrás para ver se o skate era tão valorizado como é hoje.
A idéia da Associação vem de muito tempo, desde o tempo que eu conheço o skate já pensava em uma Associação, só não sabia que no futuro eu fosse o concretizador da idéia. Venho de uma cidade que nunca teve uma pista pública de street, chegamos a construir uma pista particular que durou alguns meses, faltou grana. Depois veio algumas iniciativas privadas que também não deram certo, pista particular é difícil dar certo. Skate tem que ser livre, sem cobrar nada, a rapaziada já se empenha um monte para comprar peça, ainda mais pagar R$ 3 por hora para andar de skate.
Mas o skate daqui sempre revelou bons talentos para Santa Catarina, sem nunca ter o apoio da prefeitura. Hoje me vejo na obrigação de dar uma oportunidade para essa nova geração, coisa que nunca tive quando ingressei no skate.
Sou pai, penso que meus filhos terão a mesma vontade que sempre tive, de ter alguém que fizesse a frente e que nos ajudassem, mas nunca ninguém fez nada concreto pelo esporte daqui.
Sinto-me na obrigação e no dever de concretizar os meus sonhos perdidos para essa gurizada nova. É algo que eu tenho dentro de mim e que eu levo muito a sério!

Grito dos excluídos


Fernando Arata: Suas considerações finais.

Fernando Faísca: Essa parte final gostaria que não enxergassem como conselho, tire suas próprias conclusões. Se você gosta de skate, faça a frente, ande de skate e divirta-se. Mas nunca esqueça de contribuir para aquilo que você ama, que você acredita. Não espera as coisas venham até você, mova-se, tenha atitude. Seja criativo e evoluído!
E eu não poderia deixar de agradecer as pessoas que sempre me ajudaram. Agradecer de coração ao Fernando Arata e família, pois não me conhecia pessoalmente e mesmo assim acreditou em mim, pela oportunidade de responder essas perguntas, por ser meu maior incentivador e colaborador do blog, além de fazer um papel importante na divulgação do skate em Santa Catarina. A minha esposa Gisele, que atura minhas noites sem sono na frente do computador e que ultimamente tem me acompanhado nas loucuras, como cortar o litoral catarinense inteiro de moto, atrás de campeonatos de skate. Meus filhos, por conviverem sem minha presença em alguns momentos. Philipe Gordo, meu parceiro de sessão, incentivador e colaborador no iniciou do SkateemFoco. Marcos Bollmann que tem me dado enorme apoio desde o início sendo peça fundamental para a divulgação do blog fora do Estado. Ao blogueiro, agora celebridade Giancarlo Machado, do Skate é Cultura, pela troca de informação, é “nóis” irmão! Ao Uriel do Sk8.com.br, um fanfarrão da primeira linhagem e grande incentivador, além de toda equipe do site, todo sucesso do mundo a vocês. A rapaziada de Tubarão, principalmente do Anjelacrew, pois representa demais o skate daqui e que me dão orgulho de representar. Aos integrantes da ATSB, nosso sucesso e nossos sonhos com empenho serão realizados, vocês vão ver. Meus parceiros do blog como o Juninho da Coral Reef, Eduardo da Virtual Surf and Skate Shop, Evandro da Personality e Luiz da Black Silver, esses sempre vão ter espaço. As mídias que divulgam nosso trabalho e a todos que ajudam diretamente e indiretamente ao SkateemFoco.
Na verdade, não queria responder as perguntava porque acreditava que ninguém irá querer ler algo sobre mim, um cara que não tem nome, nem cadeira cativa no skate nacional. Mas lendo e respondendo as questões, vi que é uma oportunidade legal para divulgar o skate do Estado e dar, quem sabe, um exemplo para surgir novas iniciativas e outros blogs como o SkateemFoco.
Preservem suas raizes e vamos todos blogar!


Faísca, sou grato a você por poder acompanhar o skate em Santa Catarina, te desejo sucesso e estarei sempre contido.

Obrigado pela sua colaboração.

Fernando Arata

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Entrevista - Guiri Reyes

Guiri Reyes, 19 anos, nasceu em Curitiba-PR, foi registrado em Porto Alegre-RS, mas desde que nasceu mora na Praia do Rosa - Garopaba - SC.

Morando na beira de um dos paraísos do surf nacional, Guiri se destaca com outra prancha, a do skate.

Guiri Reyes - Foto: Rodrigo Pereira

Vamos conhecer um pouco sobre a sua estória e a que vêm escrevendo, onde sempre se destaca nos campeonatos amadores de Santa Catarina.


Fernando Arata: Quando você começou a praticar o esporte já morava na Praia do Rosa? Nunca pensou em surfar tendo no “quintal” de casa um dos melhores lugares do Brasil para a prática do surf?

Guiri Reyes: Sempre tive casa no Rosa, mas morei um tempo em Porto Alegre onde fui registrado, pelos meus 7 anos conheci o skate, mas o interesse foi se desenvolver mesmo aos 11 anos, morando no Rosa eu não tinha muita opção de onde andar, já tentei surfar antes mesmo de andar de skate, mas acho que minha ligação com o mar no sentido de surf não é a mesma que com o skate, todos os meus amigos de infância são surfistas, alguns até já são pro...


Guiri Reyes - Foto: Flavia Sá


Fernando Arata: Como são seus treinos? Existem próximos a sua casa lugares apropriados?

Guiri Reyes: Quando eu ainda estava na escola, a partir do 2º grau estudava a noite, então pegava o ônibus do Rosa até Garopaba e ficava a tarde toda na pista até a hora da aula. Era sempre assim, mesmo quando não tinha ninguém na pista, foi assim por um bom tempo, difícil de evoluir por não ter parceiros de “role” que motivassem ou mesmo que tivessem mais nível pra eu aprender. Mas sempre viajei quando era possível para andar em outros lugares, ultimamente quase não vou a Garopaba apesar de ser uma boa pista para pegar base, enquanto não estou no Rosa estou andando de skate em outras cidades.

Ollie Indy - Foto: Diego Salvá


Fernando Arata: Para a sua evolução no esporte o que você acha que falta? Você mora em uma cidade que não tem tradição no esporte, até onde acha que isso influencia no seu desenvolvimento? Você acredita que skate é um esporte individual onde só depende do esforço do praticante para o seu aperfeiçoamento, independente das condições que são impostas pelo local onde se pratica?

Guiri Reyes: Se a gente tem só UM objetivo pra seguir a evolução é constante, quando esse objetivo se dispersa em vários fica mais demorado, mas tudo que faço é com dedicação, skate é além de tudo um prazer...
É um pouco complicado morar onde não existe skate, por isso sempre estou viajando, até aqui no lado que é Floripa só para andar num lugar diferente.
Skate é um esporte individual por que só depende de você para fazer o que quer, mas é um esporte muito social por que envolve convivência, relacionamento, atividades com outras pessoas, e sinceramente é muito complicado andar de skate sozinho, ainda mais quando não se tem muita noção do que se está fazendo, se você anda com alguém que anda mais é uma possibilidade maior de você aprender rápido.
E como já disse ando de skate em vários lugares, Floripa, Criciúma, Porto Alegre e Curitiba são os principais, é sempre bom andar com outras pessoas e em lugares diferentes...

Flip - Foto: Grazi Oliveira


Fernando Arata: Sei que você é vegetariano, acha que isso ajuda em seu desempenho? Nos conte mais sobre a sua opção alimentar.

Guiri Reyes: Antes de eu nascer meus já pais eram vegetarianos, isso faz parte da minha vida...
Realmente ajuda no desempenho, uma alimentação boa é essencial pra ter energia para estar andando direto de skate.
Minha família toda é vegetariana, nos seguimos à filosofia de vida Hindu Hare Krishna. Além de ser uma opção saudável conscientiza as pessoas à não violência contra os animais.

Melon - Foto: Felipe Miranda


Fernando Arata: Há alguma outra atividade que pratica que acredita que também ajude quando está andando de skate? Como o Le Parkour.

Guiri Reyes: Haha LeParkour é muito bom, pratiquei um pouco principalmente pra aprender a cair de uma maneira que não machuque tanto. Além disso, academia pode ajudar bastante, o corpo fica com mais resistência e fortalecido, tornando mais difícil se machucar gravemente como romper tendões etc...

Crocked - Foto: Tiago Pavan


Fernando Arata: Sua irmã mora na Argentina, e quando você a visita sempre leva o skate para andar lá e participar dos campeonatos. Conte-nos como você foi recebido na primeira vez e como é tratado pelos argentinos. E o nível do skate de lá é parecido com o nosso?

Guiri Reyes: Corri uns campeonatos lá. A galera é muito receptiva, ficam sempre fazendo um monte de perguntas, querendo saber como é onde eu ando e tal haha. Quando vou para a Argentina sempre me encontro com a galera que movimenta o skate lá. Argentina é um lugar onde tem muito pico para andar, além das pistas serem de nível muito bom, acho que as únicas que se comparam com as de lá são as da Drop e da Qix. Os campeonatos lá não são tão grandes como os brasileiros, não tem muita gente que anda, mas o nível é alto, galera muito atirada...

Ollie one foot - Foto: Tiago Pavan

Fernando Arata: O que representa a você participar de um campeonato? Você acha que é a melhor maneira de “ser visto”? Você tem algum patrocínio?

Guiri Reyes: Existem varias maneiras de se destacar no skate, campeonato é apenas mais uma delas, quem mora em cidade está mais na atividade por fora dos campeonatos, nas correrias das fotos e tal...
Eu não tenho patrocínio, ganho um apoio em ajuda de material da Mormaii, por enquanto, mas não é um patrocínio.

B/s Flip - Foto: Renan Almeida


Fernando Arata: Sua Família te apóia a andar de skate e nas outras coisas que realiza? O quanto isso é importante para você?

Guiri Reyes: Isso é simplesmente o mais importante pra mim. Minha família sempre me apoiou no que eu queria fazer.

Fernando Arata: Com o skate aonde você espera chegar?

Guiri Reyes: Como todo mundo que anda de skate por que realmente gosta, espero me tornar pro. É como uma faculdade, quem gosta muito de estudar, estuda o que gosta pra se tornar um profissional e fazer aquilo que gosta...

Trabalho - Foto: Guiri Reyes


Fernando Arata: Trocando de assunto sei que é um excelente fotógrafo. Fala pra gente quando e por que começou a fotografar? Sei que leva isso muito a sério, já está trabalhando nessa área? Pretende um dia viver da fotografia?

Guiri Reyes: Sempre tive muita vontade de fotografar, desde pequeno, com 13 anos aprendi a usar uma câmera digital e comecei a curtir e incomodar meu pai até ganhar a minha hehe.
Depois disso foi se desenvolvendo o interesse maior e comecei a pesquisar sobre o assunto, ler na internet, revistas pra aprender a técnica de saber fotografar. Hoje trabalho com isso, faço todo tipo de fotografia, baladas, aniversários etc, eu gosto de fotografar não importando o ambiente, sempre se encontra uma imagem que eterniza aquele momento, onde a pessoa vai olhar a foto e vai se lembrar de como ela passou aquele momento...
Viver da fotografia é uma possibilidade, tem gente com mais de 50 anos que ainda vive de fotografia, é uma coisa que pode levar pra vida toda com você...

Skazi - Foto: Guiri Reyes

MC Rynkon - Foto: Guiri Reyes

Fashion - Foto: Guiri Reyes

Fernando Arata: Você pretende se “aventurar” na fotografia de skate? O que difere fotografar manobras de skate dos outros tipos de fotografia?

Guiri Reyes: Gosto muito de fotografar skate! O que difere a fotografia de skate dos outros tipos de fotografia é saber pegar o momento da manobra, tem que conhecer o skate, é um pouco difícil alguém que não anda ou nem conhece muito sobre skate fotografar um momento bom
.

Maxi - Foto: Guiri Reyes

Jojó - Foto: Guiri Reyes


Fernando Arata: E sua nova experiência como modelo? Pretende realizar mais trabalhos nessa área?

Guiri Reyes: Hahaha o que aparecer eu faço...Mas não é uma opção de vida pra mim.

Fernando Arata: Conte como você é sem o skate nos pés?

Guiri Reyes: Skate já faz parte da minha vida, acho que se eu não andasse de skate ia fazer algum outro esporte semelhante...

Fernando Arata: Para finalizar mande o seu recado.

Guiri Reyes: 3 palavras: respeito, humildade e perseverança.



Guiri Reyes - Promo


Guiri Reyes - Skate em Garopaba



Para conhecer um pouco mais sobre Guiri Reyes, acesse:

Blog: http://guirireyes.blogspot.com/
Orkut: http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=8137578315868525772
Flickr:
http://www.flickr.com/photos/grrphoto/
Fotolog:
http://www.fotolog.com/photo_utopia

Se quiser entrar em contato:

e-mail / MSN:
highparadisee@gmail.com

Essa entrevista foi publicada em outubro de 2007 no Skate em Foco.

Link para a matéria:

Skate em Foco:
http://www.skateemfoco.com/2007/10/guiri-reyes-entrevista.html

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Destaque Tubaronense no 1º Summer Balnéário Rincão

Recebi uma cópia de um e-mail do amigo Fernando Faísca Rosa, presidente da Associação Tubaronense de Skateboard, onde ele reinvindica da mídia impressa/eletrônica local (Sul de Santa Catarina) maior divulgação do skate e praticantes da cidade de Tubarão - SC, que vêm se destacando nos campeonatos da região.

Esses atletas não contam com apoio público/privado, e Fernando Faísca vê neles promessas para o esporte, e através da Associação tenta buscar o merecido reconhecimento.

Transcrevo a seguir o e-mail enviado.


Fernando Arata

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Destaque Tubaronense no 1º Summer Balnéário Rincão

Cartaz do evento

O Skate Amador da região sul de Santa Catarina começou suas atividades com o 1º Summer Balneário Rincão realizado no último dia 09 de fevereiro, na praia de Balneário Rincão, em Içara/SC.

O evento teve a participação da elite do skate amador de sul de nosso estado, distribuídos nas categorias mirim, iniciante e amador.

A Associação Tubaronense de SkateBoard foi representada pelos atletas de Tubarão, com destaque para os atletas Roberto de Souza (3º Amador) e Fabricio Martins (3º Mirim) que conseguiram a terceira colocação nas respectivas categorias Amador e Mirim. Lembramos também da participação dos atletas Filipe Madurera (12º Amador), Vitor Sampaio (6º Mirim), Willian Dalvane Troes (9º Mirim) e Maicke Gonçalves (10º Mirim).


Pódio Amador - Foto: Fernando Faísca

É importante destacar que o skate é um esporte discriminado pela sociedade em geral, os atletas não possuem ajuda financeira de entidades privadas e municipais, mas que começa a dar seus primeiros frutos para a cidade de Tubarão/SC. É importante que os meios de comunicação e a mídia em geral, como a voz do povo, começe a divulgar e valorizar esses campeões.


Pódio Mirim - Foto: Fernando Faísca

Maiores informações e a cobertura completa do evento no site: http://www.skateemfoco.com/.


Cordialmente,

Fernando Faisca Rosa
Presidente da Associação Tubaronense de SkateBoard.

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1º Skate Summer Balneario Rincão

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Flickr – Grupos de Skate (Brasileiros)

Podemos encontrar na internet uma infinidade de fotolog’s, todo internauta quase que “obrigatoriamente” têm o seu. Mas dentre tantas opções destaco o Flickr, pois acredito que nele vemos as melhores imagens. Quem quiser visualizar fotos de skate encontra páginas de diversos fotógrafos de skate. Mas existem também os grupos, que reúnem fotos sobre determinado assunto.

Existem alguns grupos brasileiros sobre skate, vou repassar os que conheço:
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Skate em Foco: http://www.flickr.com/groups/skateemfoco/

Criador: Fernando Arata“O Skate em Foco no Flickr é mais uma maneira/veículo de divulgação do esporte.”

Jorge Negretti - Foto: Fernando Arata

Descrição: O objetivo do Skate em Foco é divulgar o esporte, uma forma de revista on-line. Serão publicadas matérias referentes ao esporte como: divulgação dos atletas, praticantes e pessoas relacionadas ao skate (entrevistas, vídeos e muita fotografia), os campeonatos em nível regional e nacional (datas, locais e resultados), as notícias do skate no Brasil e no mundo (promoções, sites, lançamentos de materiais, etc...), entretenimento e lazer (games, downloads e humor).
É fundamental para o esporte, mostrarmos para a sociedade que skate se profissionalizou e que gera emprego e renda, tanto para os atletas como para as empresas que vivem do comércio e da venda de produtos.
Temos como obrigação acabar com o "pré-conceito" de que skatista é "vagabundo" e apresentar um esporte que trabalha corpo e espírito.

Skate em foco: criativo, evoluído e alternativo

e-mail: skateemfoco@gmail.com

http://www.skateemfoco.com/
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Amerigo - Foto: Fernando Biagioni

Descrição: A place for people to share spots, photographs, technics and all kinds of stuff related to skateboarding and photography in Brazil.
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Criador: Leandro Pires

J. Bill - Foto: Leandro Pires

Descrição: Grupo de fotos de Skate, para que todos possam mostrar suas melhores imagens e para que todos possam fazer criticas elogios e com isto buscarmos evolução em nossas técnicas.
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SK8.com.br: http://www.flickr.com/groups/sk8combr/

Criador: Uriel Baesso“Prezar o skate como diversão, sem preocupações! Você curte andar de skate por diversão e andar com os amigos e fazer fotos deles? Postem aqui! Seja bem vindo...”

Renato Custódio - Foto: Uriel Baesso

Descrição: A idéia de criar o SK8.com.br nasceu por dois motivos: a paixão pelo sk8 e a necessidade de fazer um site o mais completo possível, para informar e divulgar o skate.
Nosso site é composto por pessoas que tem amor pelo esporte e vivem por ele.
Por trás do nosso site não existe uma revista ou marca, é um site neutro com o propósito de informar e divulgar o esporte.
Estamos abertos a ouvir ,conversar e trocar informações seja através de textos, fotos ou até mesmo com propagandas. Sabemos que o sk8 brasileiro é um dos melhores do mundo e, através do sk8.com.br, dividimos informações e noticias para qualquer pessoa do planeta.
O mais completo website sobre Skate no Brasil. Colabore e divulgue! Skate Brasil na cabeça! Campeonatos de skate!

http://www.sk8.com.br/
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Skateboarders Amazônicos: http://www.flickr.com/groups/amazonskaters/

Criador: Gabriel Leão“Este grupo objetiva aproximar praticantes de "Board Sports"(esportes de prancha) de todo Planeta Azul,para que possam mostrar o cenário de seus respectivos locais e trocar idéias”.

Leandro "Tata" - Foto: Gabriel Leão

Descrição: Reunir fotos e trocar informações a cerca de esportes de prancha como skateboard,sandboard e surfboard, de todas as localidades do planeta.
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Criador: Vista Skateboard Art "E pra quem acredita que skate, arte, vida, diversão, trabalho, é tudo a mesma coisa quando é feita com paixão!".



Descrição: Grupo sobre skate, arte de rua e tudo mais. A Vista Skateboard Art é um veículo dirigido ao público do skate. Nossa linha editorial está fundamentada na idéia de lançar o skate como um meio que tem opinião, e, além disso, mostrar que um skatista também assiste filmes, ouve música, viaja, se veste e adquire cultura. Por isso buscamos tratar o skate como arte, e apresentar toda essa cultura.


Vista Skateboard Art: www.vista.art.br

Vista 72 Online: www.vista72.com.br

Vista Blogspot: www.revistavista.blogspot.com/

Vista no MySpace: www.myspace.com/revistavista


Canal Vista Youtube: www.youtube.com/canalvista
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Divirtam-se!

Fernando Arata

Leandro Pires - Fotógrafo

Com a proposta de conhecermos o trabalho dos novos talentos da fotografia de skate nacional, estarei em busca de publicar matérias contando a trajetória dessas pessoas que tem papel fundamental para o esporte.

Entrei em contato com Leandro Pires, fotógrafo de São Paulo que atua há três anos no mercado. Suas fotos podem ser vistas em algumas das mídias nacionais: VISTA (http://www.vista.art.br/), SKT (http://www.sktonline.com.br/), SWITCH (http://www.switchskate.com.br/).


O próprio Leandro irá nos contar a sua estória, que veremos no texto que gentilmente foi redigido por ele.

Texto: Fernando Arata


"Sou Leandro Pires, fotógrafo de skate. Resido na zona sul de São Paulo.
Em 1996, indicado por um amigo, consegui meu primeiro emprego numa foto e ótica na Av. Brigadeiro Luiz Antonio, esquina com a Av. Paulista. Eu era office boy e meu trabalho era levar os rolos de filmes da filial em que eu trabalhava para uma outra, onde ficava a máquina de revelação e trazer de volta os já revelados. Naquela época começou o gosto pela fotografia e comprei uma câmera.


Cidade de São Paulo - Foto: Leandro Pires


Em 1997 comecei a fotografar alguns amigos durante as sessões de skate: Binho, Pitu, Roberto e Geam. Em um momento, mais à frente, apenas para registro mesmo, os próprios fotografados e algumas pessoas falavam bem das fotos. Eu juntava conselhos aqui e ali e pronto, já estava empenhado nesta arte.

Luiz Hiena - Foto: Leandro Pires


Daquela época até hoje muita coisa mudou. Tive três câmeras reflex: uma Vivitar V4000 totalmente manual e uma Canon EOS 3000N - ambas de filme - e agora tenho uma EOS 20D “digital”, com muito mais agilidade para o processo de produção da foto. Hoje também tenho dois flashes, um com foto célula e outro com rádio, o que ajuda muito para obter resultados de mais qualidade. Durante o decorrer do tempo também fiz alguns cursos, um de “Fotografia Básico 1 para lojistas” na Fuji Film do Brasil outro de “Revelação e Ampliação em Preto e Branco” no museu Lasar Segall. Recentemente participei do “Encontro de Imagem Digital” no Senac, onde rolaram muitas palestras de vários profissionais de diversas áreas da fotografia. Para mim este foi um divisor de águas.

Rodrigo Maizena - Foto: Leandro Pires

Vejo como papel fundamental para minha evolução dentro da fotografia de skate dois pontos: o fato de eu estar envolvido com o skate por amor, pois sempre pratiquei e sempre praticarei, independente de qualquer coisa. O que também me ajuda muito nesta caminhada é que sou muito crítico com meu trabalho fotográfico, portanto encaro a crítica como fator principal para a evolução de qualquer coisa. Encaro-as de forma construtiva. Então, tento ter um bom relacionamento com os demais fotógrafos, escuto bastante o que eles têm a dizer de meu trabalho e procuro aprender com o trabalho dos que estão há mais tempo no mercado, com isto vou filtrando técnicas que me agradam e adaptando ao meu trabalho.

Flavio Augusto - Foto: Leandro Pires

Felipe "Dalcin" - Foto: Leandro Pires


Assim como o Skate, cada sessão de fotos de Skate é uma evolução constante, e continuarei nesta área para sempre. Mesmo se tiver que fazer outros trabalhos dentro e fora da fotografia para me manter financeiramente, ainda estarei fotografando skate, pois é algo que faço com o coração.

Fotografar Skate não é fácil, uma coisa é compor uma foto de fim de tarde, arquitetura, onde tudo está estático; outra coisa é fotografar um esporte de ação que tem diversas peculiaridades. Então passarei abaixo um curto dicionário de palavras que usarei, para quem não conhece skate poder entender:


Moment – Momento onde o skatista atinge a altura máxima da manobra ou é possível ver que manobra está mandando, de onde ele vem e onde irá voltar à manobra.
Foto seqüência – É como se fosse um filme congelado em várias partes, podendo assim ver todos os tempos da manobra.
Frame – Cada quadro da seqüência.

Henrique - Foto: Leandro Pires

Orivaldo "Sujeira" - Foto: Leandro Pires


Algumas coisas são muito importantes na hora de fazer uma foto de skate: o enquadramento, a manobra, posicionamento para um bom ângulo e o moment são fundamentais para a realização de uma boa foto. Algo que também é muito peculiar ao skate é a foto seqüência, muito usada em manobras como um “nollie flip nose slide”, geralmente usa-se a foto seqüência para mostrar a manobra no seu todo. O “moment” para mim é a verdadeira foto de skate, pois apenas um frame é possível mostrar tudo, aí é que esta a verdadeira magia da foto de skate: tem que ter muita concentração para fazer uma boa foto.

Ragueb Rogério - Foto: Leandro Pires
Já estive em Florianópolis em três oportunidades, pois meus amigos de infância se mudaram para lá. O Marcio, seu irmão Fabio e o Binho, que hoje está na Paraíba. Nas duas primeiras vezes eu estava mais focado no surf, então pude surfar, principalmente na praia do Santinho, porém na terceira oportunidade, andei e fotografei na pista do grêmio da Consull em Joinvile, achei-a bem overall, fiz umas boas fotos por lá, andei também na pista do Floresta na praça Tiradentes, em Joinville, uma pista legal que deu para fazer a mente, pois em Joinville é meio complicado de andar na rua.

De certo posso afirmar que Florianópolis é um dos lugares mais lindos que já fui, onde pude fazer fotos não só de skate, mas também de surfe e paisagens, como da arquitetura local, que é muito peculiar, com suas casas de madeiras e suspensas. Hoje estou com as idéias mais amadurecidas e pretendo voltar a Florianópolis para fazer um trabalho específico sobre o skate de rua, abordando também outras regiões de Santa Catarina.


Sandro Dias - Foto: Leandro Pires

Para finalizar quero agradecer ao Fernando que me convidou para este trabalho, e ao pessoal do Skate em Foco. Quero agradecer também ao pessoal da Vista que me deu uma grande oportunidade no início do ano, que foi participar do NikeSB Photo Incentive. Hoje colaboro com a revista. Quero agradecer também a força que tenho da minha mãe, que acredita no meu potencial e me motiva em meu trabalho e à minha namorada, Thais, que me apóia sempre, até quando vou viajar. E quero mandar um salve para todos os skatistas e mandar uma vibe para eles, que sempre acreditem em seus projetos de vida e nunca desanimem, pois quando tudo parecer estar fora do rumo é nesta hora que temos que parar para analisarmos nossos erros e corrigí-los para voltar ao foco!"

Skate é vida !!!

Texto: Leandro Pires



Para conhecer melhor o trabalho de Leandro Pires, acesse:

Flickr: www.flickr.com/leandropires
Olhares: http://www.olhares.com/fotosk8
Fotolog: http://www.fotolog.com/fotosk8


Leandro Pires - Foto: Fernando Arata
Pôr do Sol - Foto: Leandro Pires
Contatos:

E-mail: lapfotos@gmail.com
MSN: leandropires2006@hotmail.com



Essa matéria foi publicada no Skate em Foco e Sk8.com.br.

Link’s para a matéria:


segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

O Dia D - Segunda Edição

No dia 16/12/2007, Sandro Dias reuniu os amigos para uma grande festa: "O Dia D". O evento cumpriu o que prometeu, onde dizia o slogam: "Skate Música Diversão".



Realizado no Parque Central de Santo André - SP, cidade onde nasceu e reside Sandro Dias, o evento comemorou seu quinto título de campeão mundial na modalidade vertical e contou com campeonato amador, apresentações de B-Boys e Beat-Box, e a tão esperada apresentações de Sandro Dias, Lincoln Ueda, Edgar Vovô, Lécio Batista, Sérgio Negão, Cristiano Matheus, Eugênio Amaral, entre outros. Tudo isso ao som de Charlie Brown Jr.

Chorão comandou a festa, agitando o grande público que compareceu, enquanto Sandro e convidados se revezavam em uma sessão descontraída.

Palco da Festa - Foto: Fernando Arata


Foi uma tarde sem compromissos, regada a muito som, skate e, principalmente, diversão.

Chorão e Sandro Dias - Foto: Fernando Arata

Sandro Dias e Ueda - Foto: Fernando Arata


"É muito legal fazer o evento em Santo André pelo segundo ano consecutivo. Nasci e vivo nesta cidade, e é importante comemorar com o pessoal de lá. Além disso, não temos tantos eventos legais durante o ano, e "O dia D" pretende, mais uma vez, levar skate, música e diversão"., afirmou Sandro.


Edgar Vovô - Foto: Fernando Arata

Cristiano Matheus - Foto: Fernando Arata

Cristiano Matheus - Foto: Fernando Arata

Sandro Dias - Foto: Fernando Arata

Sandro Dias - Foto: Fernando Arata

Ueda - Foto: Fernando Arata

Ueda - Foto: Fernando Arata


Nesse dia eu estava em casa, sem ter para onde ir, quando me lembrei do evento. Nos arrumamos, eu, minha esposa e minha filha e fomos para o evento. Minha intenção era fotografar de perto (em cima do Half), mas para isso era necessário ter se credenciado previamente. Então fomos encontrar um lugar para ficarmos junto ao público e escolhi um lugar a 45 graus do Half. Acredito que de lá consegui um melhor resultado, principalmente na foto que consegui enquadrar o Chorão cantando com o Sandro acima em um aéreo.

Sai de lá satisfeito, feliz com essa foto, onde consegui reunir as três palavras do slogam: Skate (Sandro), Música (Chorão) e Diversão (Fernando Arata atrás da câmera).



Skate, Música e Diversão - Foto: Fernando Arata


Texto: Fernando Arata


Na época, essa matéria foi publicada no Skate em Foco e Sk8.com.br.

Link’s para a matéria:

Skate em Foco: http://www.skateemfoco.com/2007/12/como-foi-o-dia-d-segunda-edio.html

Sk8.com.br: http://www.sk8.com.br/br/conteudo.asp?cn=89&ct=1296

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Entrevista – Marcello Piacentini "Pelado"

Fundada em 1878, hoje com aproximadamente 20.000 habitantes, localizada no sul de SC e de colonização italiana, Urussanga é uma cidade onde o skate é “VERTICAL”. As únicas opções que a cidade oferece aos skatistas são dois mini-ramps (particulares) e o velho bowl-banks, que com 18 anos de existência vem proporcionando durante gerações de skatistas locais e da região a evolução nessa modalidade.

Bowl-banks de Urussanga - Foto: Fernando Arata


Diferente do que acontece na maioria dos locais, onde a grande maioria dos praticantes optam pelo street, em Urussanga predomina o vertical. Mesmo por que é a única maneira de evoluírem no esporte, já que na cidade não se encontram lugares para a prática do street.

Isso faz com que na cidade surjam novas promessas na modalidade vertical. Dentre elas está Marcello Piacentini (Pelado), urussanguense de apenas 17 anos, que com um estilo técnico, mesclando manobras do street com o vertical e com variações de aéreos vem se destacando nos campeonatos que participa.

Entrevistei Marcello Piacentini (Pelado), onde descobri um pouco mais sobre ele e o skate de Urussanga.

Marcello "Pelado" - Foto: Affonso Muggiati


Fernando Arata: Me fale da relação de Urussanga com o vertical, diferente do que acontece na maioria das outras cidades, onde o street predomina?

Pelado: Como Urussanga é uma cidade interiorana e que não apresenta condições para a pratica do street, com asfalto e lugares adequados para a pratica dessa modalidade, em 1989 a galera old school que começou com o esporte aqui se mobilizou para fazer o bowl da cidade, sendo assim a maioria dos novos atletas já foram direcionados a praticar a modalidade vertical.

Fernando Arata: O Bowl, quintal da sua casa, e local de treino da galera daí já passou por algumas reformas, mas está precisando de uma nova, existe da prefeitura da cidade disposição para essa reforma? Como é o apoio da prefeitura em relação ao esporte?

Pelado: O bowl hoje se encontra em uma situação muito precária, com um flat muito áspero. Já houve algumas tentativas e pedidos para os superiores da cidade, mas nada acontece. O patrimônio é público e há 18 anos que foi feito parece que foi esquecido pela prefeitura. Precisamos urgentemente que aumente o interesse dessas entidades e que elas olhem por nós e enxerguem que o skate em Urussanga acontece e se melhor apoiado com certeza irá cada vez mais longe.

Marcello "Pelado" - Foto: Fernando Faísca

Marcello "Pelado" - Foto: Marcelo Miyashita


Fernando Arata: Na maioria dos lugares o skate é “marginalizado”, com isso acaba tendo pouco ou nenhum apoio dos órgãos públicos, você acha que isso é o que acontece em Urussanga?

Pelado: Há um tempo atrás essa pergunta seria facilmente respondida, pois o skate era muito marginalizado aqui na cidade e com certeza não era apoiado devido a esse pre-conceito. Mas hoje essa visão mudou, e acredito que não seja porque eles olham o skate como um esporte pra “moleque”, acho que essa falta de apoio aos esportes é mais uma falha do governo em geral, não só em Urussanga, deixando essa função para empresas privadas e nem todos os atletas possuem o privilégio de serem apoiados por uma, fazendo com que isso dificulte na evolução dos esportes.

Fernando Arata: Para representar seu skate e levar consigo o nome de sua cidade as competições você conta com que apoio? O que você acha que falta para levar o seu skate mais longe?

Pelado: Para ir aos campeonatos e para o meu dia a dia de treinos conto com o apoio de meus patrocinadores NUGAIS E AXS FOOT WEAR, e aquele velho e indispensável apoio moral dos amigos (risos), que sempre estão me botando maior pilha e isso me ajuda muito, e é assim que venho evoluindo. Eu acredito que para o meu skate ir mais longe era preciso um half de madeira que só assim a evolução iria ser diária e ao chegar nos campeonatos eu não iria estranhar tanto os halfs.

Marcello "Pelado" - Foto: Fernando Arata

Fernando Arata: Você se espelha em alguém ou tenta criar seu estilo próprio?

Pelado: Sim, me espelho em vários atletas, como: Bob Burniquist, Rune Glifberg, Ryan Sheckler. Gosto muito de ver vídeos desses caras, e quando ando tento aperfeiçoa minhas manobras. A partir dessa base, faço meu estilo próprio.

Fernando Arata: Conta pra gente quais foram seus últimos resultados em campeonatos?

Pelado: Agosto de 2006 - 1º lugar no campeonato do bowl de Urussanga Abril de 2007 - 2º lugar na primeira etapa do circuito gaúcho de vertical
Maio de 2007 - 2º lugar no campeonato do bowl de Urussanga
Julho de 2007 - 6ºlugar na terceira etapa do circuito vans brasileiro amador de vertical

Marcello "Pelado" - Foto: Eduardo Braz

Fernando Arata: Mande o seu recado.

Pelado: Andem de skate com amor, que a cada manobra acertada, por mais simples que ela seja, sorria e sinta gosto por estar em cima do carrinho, só assim a evolução irá acontecer.

Pelado, campeão amador do XII Urussanga Skate Park


Marcello, eu agradeço sua colaboração e te desejo sucesso, sei do seu esforço e com muito treino tenho a certeza que alcançara seus objetivos.


Para conhecer um pouco mais sobre Marcelo Piacentini, acesse:

Orkut: http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=11973076827342832777
Fotolog: www.fotolog.com/marcellop

Se quiser entrar em contato:

e-mail: marcellopiacentini@gmail.com
MSN: marcellopiacentini@hotmail.com


Essa entrevista foi publicada em agosto de 2007 no Skate em Foco.

Link para a matéria:

Skate em Foco: http://www.skateemfoco.com/2007/08/entrevista-marcelo-pelado.html


Fernando Arata