Uma outra forma é a fotografia em seqüência, onde durante a manobra são tiradas várias fotos acompanhando o movimento do skatista. Com isso consegue-se mostrar todos os movimentos realizados durante a manobra, do skatista e do skate.
Uma forma de arte que é para poucos fotógrafos, não àqueles que se aventuram tendo no currículo todo um conhecimento teórico e técnico sobre fotografia, mas, sobretudo, aos profundos conhecedores de outra arte: a da prática do esporte, ou a quem tem conhecimento de causa.
No Brasil, na maioria dos casos, e acredito que mundialmente, quem produz fotografia de skate ou é skatista, ou de alguma forma está
intimamente ligado ao esporte, pois, para captar as manobras de maneira a evidenciá-las é necessário estar familiarizado com suas peculiaridades.
Fotógrafo A.C.Picon - Foto: Fernando Arata
O prazer ao conseguir tirar uma foto que mostra toda a plasticidade da manobra aliada ao ajuste correto da câmera, tendo como resultado uma perfeita iluminação e foco, é o mesmo do skatista ao acertar a manobra: a
satisfação. Quem se propõe a fotografar o esporte o faz com prazer. Conciliar isso a retorno financeiro de modo a sustentar-se é o sonho de muitos, porém, o mercado brasileiro não comporta a quantidade de fotógrafos que têm surgido e sonhado em poder ganhar a vida fazendo aquilo que lhes dá
prazer.
Por esse motivo muitos se vêem obrigados a diversificar, atuando em outras áreas da fotografia a fim de complementar seus ganhos. E isso acaba por enriquecer o conhecimento do fotógrafo, que pode trazer para a fotografia de skate outros elementos e técnicas com essas experiências.
Todo skatista também sonha em ter na parede do quarto sua fotografia, realizando a mais difícil manobra que possa imaginar. E com a
popularização das câmeras digitais esse sonho tornou-se alcançável, porém, para se conseguir uma fotografia de qualidade são necessários vários fatores: conhecimento das técnicas, criatividade, entre outros.
Pra quem está começando, no início se vê com um bicho de sete cabeças nas mãos, mas vejamos os exemplos de diversos fotógrafos que começaram da mesma maneira, na tentativa e erro, sendo
autodidatas. Para muitos não foi acessível freqüentar cursos, com isso a evolução veio de intensa pesquisa e, principalmente, na
prática.
Vítor Bari - Foto: Leandro Pires
Ossos do Ofício, com Leandro PiresVisando
popularizar a fotografia, estarei sempre em busca de
desmistificar os seus segredos, com isso espero torná-la
acessível a todos, bem como também criar espaço para a divulgação dos
novos talentos da fotografia nacional, pessoas de suma importância para o desenvolvimento do esporte.